Hoje, (9/4), em Manaus, dois dias depois de comemorarmos o dia do Jornalista, 7 de abril, aconteceu aquilo que tanto ameaça a profissão e que alertamos durante as comemorações do dia, nao só efemérides: o jornalista João Lucas da Silva Mariano, o “Jotinha” foi agredido, empurrado violentamente por um agente público, Glaucio Gradela, o perito criminal da Secretaria de Estado de Segurança Pública, bem como, afastou agressivamente os demais jornalistas que cobriam o acidente de trânsito.

O governador interino, Roberto Cidade, seja apressou em reprovar imediatamente a atitude do agente público, e cobrou a apuração rigorosa dos fatos alem de “reiterar seu respeito à imprensa, que desempenha um papel fundamental na manutenção do Estado Democrático de Direito”, segundo nota emitida a imprensa.
O fato de hoje, é uma prova, do importante papel do jornalista, que faz parte de uma instituição basilar que leva luzes e equilíbrio entre os poderes da sociedade democrática e que propicia a cidadania a todos nós cidadãos. O ocorrido de hoje, em Manaus, nâo é um fato isolado, pois segundo dados da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), as agressões virtuais cresceram de forma expressiva, no Brasil registrando quase 2,5 mil ataques virtuais por dia em 2025, totalizando mais de 900 mil ataques no ano.
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As entidades sindicais e representativas, como, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), denunciam que a violência contra jornalistas no Brasil e no mundo, em 2025 e início de 2026, continua sendo um desafio grave para a democracia, com novas formas de agressão digital e assédio judicial ganhando destaque, mesmo com a redução em algumas modalidades de violência física.
A hostilidade contra profissionais da comunicação limita a liberdade de imprensa e o debate público. Em 2024, foram contabilizados 142 casos de agressões e o patamar de ameaças permanece alto. Ameaças de morte e agressões físicas ocorrem, com destaque para a violência na cobertura de política e, em 2025, houve o assassinato do jornalista Luis Augusto Carneiro da Costa no Rio Grande do Sul.
As Mulheres jornalistas são os principais alvos de ataques online e redes de ódio.
Tem tambem o Assédio Judicial, que é o uso de processos judiciais de alto valor para intimidar jornalistas, reconhecido como assédio judicial pelo STF, é uma forma comum de repressão.
Um alerta aos colegas são os Ataques a jornalistas que crescem em anos eleitorais, com uso de IA (deepfakes) para manipulação. A maioria dos agressores inclui políticos, assessores e correligionários.
E, uma boa notícia, é que neste mes de abril, o governo federal assinou um protocolo nacional para investigar crimes contra jornalistas e reforçar a proteção, especialmente para mulheres jornalistas na Amazônia.
O jornalismo é cada vez mais uma profissão de risco, e exige coragem e ousadia dos atores importantes para a sociedade e o processo civilizatório. Por sua importância basilar a democracia e a justiça, a sociedade deveria cuidar e defender seus jornalistas, como forma de garantir um futuro mais seguro e democrático para todos!
Fotos: reprodução redes sociais
Texto: Cristóvão Nonato


