A exposição “Roger Casement: Amazônia em Foco” está sendo trazida a Manaus pela Embaixada da Irlanda, com apoio da Prefeitura de Manaus e da Manauscult, e será inaugurada no dia 3 de fevereiro, às 18h30, no Museu da Cidade de Manaus (MUMA), com entrada gratuita.

A escolha de Manaus se deve à forte relação histórica de Roger Casement com a região amazônica. Além de ter investigado e denunciado as atrocidades cometidas no Putumayo durante o ciclo da borracha, Casement foi cônsul em Belém do Pará e esteve em Manaus, de onde realizou viagens e registros fundamentais — em diários, relatórios e fotografias — sobre violações de direitos humanos contra povos indígenas.

A mostra revisita o legado de Casement à luz de pesquisas recentes e do diálogo contemporâneo entre Irlanda e Brasil. Por meio de documentos históricos, imagens e leituras atuais, a exposição evidencia tanto sua atuação na denúncia de injustiças quanto a resistência e a força dos povos amazônicos na defesa de seus territórios, saberes e modos de vida. A iniciativa também dialoga com dois marcos contemporâneos: os 50 anos das relações diplomáticas entre Irlanda e Brasil (2025) e a realização da COP30 na Amazônia.
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A exposição tem trajetória internacional. Sua primeira edição ocorreu no Museu Amazônico de Manaus, em 2010, sob o título “Roger Casement no Brazil: A Borracha, a Amazônia e o Mundo Atlântico (1884–1916)”, com versão trilíngue (português, inglês e espanhol), seguida por São Paulo (2011). Posteriormente, teve edições em Maputo (2013), Brasília (2016), Buenos Aires, Peru (2016), University College Cork (2024) e Brasília (2025). A atual montagem em Manaus (2026) corresponde à 7ª edição, recriada especialmente para o museu.
A curadoria é de Angus Mitchell, Laura Izarra e Mariana Bolfarine, com direção de arte e design gráfico de Alex Navar.
A nova exposição é composta por 16 painéis temáticos, reunindo fotografias e conteúdos informativos. As imagens são de autoria diversa, com foco especial nos registros fotográficos e documentais associados a Casement e às suas missões na região, incluindo também fotografias históricas de Silvino Santos. Os painéis sintetizam, de forma clara e acessível — muitas vezes nas próprias palavras de Casement — os principais eventos de sua vida, suas missões diplomáticas e seus feitos humanitários, oferecendo ao público uma síntese visual consistente de sua trajetória e de seu impacto histórico.
A mostra permanecerá aberta ao público pelos próximos meses e contará também com versão virtual, a ser disponibilizada em breve.


